DUA DE PELE (PORTUGAL)
Dúa de Pel é um ensemble de geometria variável que apaga a fronteira entre o passado e o presente, entre o local e o universal. As suas composições têm uma influência notável do folclore da Península Ibérica, mas nelas convivem com naturalidade múltiplos estilos, de diferentes épocas e culturas. Dúa de Pel mergulha na tradição para a reinventar. O grupo nasceu em Madrid em 2014, quando a compositora Sonia Megías e a escritora Eva Guillamón decidiram unir os seus respetivos saberes e a sua longa trajetória artística para criar uma música cheia de poesia. Desde então, o grupo desenvolveu uma vasta carreira a nível nacional e internacional, em auditórios tão renomados como a The Juilliard School of Music de Nova Iorque, o British Museum de Londres, o Culture Square Theater de Xangai (China), a Yue Opera Town de Shengzhou (China), o Instituto Cervantes de Tóquio (Japão) ou os Centros Culturais de Espanha em vários países da América Latina (AECID).
Os seus dois trabalhos discográficos até à data foram apresentados em dois dos locais mais relevantes do panorama musical espanhol: Dúa de Pel (2018) no Teatro Real e Madera de pájaro (2021) no Auditorio Nacional. Em Dúa de Pel, todas as letras e poemas são da criação de Eva Guillamón e todas as músicas e arranjos são da criação de Sonia Megías. O trabalho de Dúa de Pel liga-se a uma essência comum através da profundidade da palavra e da harmonia da música, para lá de línguas ou épocas. Definir o seu estilo é uma tarefa que não tem fim, tal como seria decidir a que país pertence uma nuvem ou uma estrela.
POR QUE É QUE DÚA DE PEL É MÚSICA TRADICIONAL? A técnica de emissão da voz, a investigação e desconstrução dos ritmos folclóricos, o uso de instrumentos tradicionais como as bandurrias, o almofariz, o pandeiro quadrado de Peñaparda, as castanholas, as colheres brasileiras, os crótalos da Índia, o pandeiro, o santur, os krakebs fazem da obra de Dúa de Pel uma viagem desde a música de raiz até uma linguagem própria: tradição em movimento.
POR QUE É QUE DÚA DE PEL É MÚSICA CONTEMPORÂNEA? Na música de Dúa de Pel encontramos neomodalismo, jogos métricos ao mais puro estilo de Stravinsky, Bartók, Reich ou Meredith Monk, deslocamentos de acentos, técnicas expandidas a nível vocal e instrumental, objetos sonoros como campainhas de bicicleta, leques ou utensílios de cozinha.
POR QUE É QUE DÚA DE PEL É CANÇÃO DE AUTOR? Em Dúa de Pel a palavra torna-se música. Cantam como antídoto fundamental perante a dor da vida e da morte, e através da voz consciencializam e promovem uma mudança social, a nível pessoal e político.
POR QUE É QUE DÚA DE PEL É POESIA? Nas suas criações, Dúa de Pel fala da relação entre o dentro e o fora, o pessoal e o político, a consciência e o invisível, e fá-lo através de uma métrica clássica, como redondilhas, décimas, versos endecassílabos, alexandrinos ou uma contemporaneidade livre que experimenta com a linguagem deslocando o limite entre prosa e poesia, entre o íntimo e o social.
POR QUE É QUE DÚA DE PEL É FEMINISMO? Através do seu trabalho artístico, Dúa de Pel coloca no centro o processo emancipador das mulheres como agentes-chave na defesa e proteção da vida.
Porque uma das funções da arte é contar a parte da História que não foi vista, ou que continua a passar despercebida. Para saber mais sobre Dúa de Pel: www.duadepel.com YouTube Spotify










