A guitarra clássica flamenca e as suas características
Convém destacar em primeiro lugar que a guitarra flamenca se espalhou por todo o mundo devido ao sucesso do flamenco nos cinco continentes. Vejamos alguns dos traços que a definem:
As guitarras clássicas e as flamencas são instrumentos distintos, com especificações de construção e materiais diferenciados para alcançar outro tipo de som.
As principais diferenças são: Diferente disposição das barras harmónicas no interior da guitarra. (Anverso do tampo).
- Tamanho das ilhargas: Costumam ser mais estreitas nas flamencas.
- Ação das cordas: É muito mais baixa na flamenca. Não é apenas uma questão de baixar as pestanas, já que, numa guitarra flamenca, quando é construída utiliza-se um ângulo diferente na união do braço com as ilhargas e o tampo.
- Trastejo ou Ceceo: Normal, dentro de um limite, para a flamenca. Totalmente indesejado na clássica.
- Tipo de madeira utilizada: Na Flamenca, para as ilhargas e o fundo, por tradição o cipreste maciço espanhol e para o tampo o Abeto Alemão. Na clássica, o Pau-santo para as ilhargas e o fundo, e, para o tampo, tanto o abeto como o cedro, embora este último seja muito mais habitual. Relativamente às madeiras, não podemos deixar de comentar que, nos últimos anos, estão a popularizar-se as flamencas "Negras", construídas com ilhargas e fundo de Pau-santo. O facto de guitarristas muito conhecidos as utilizarem, aliado à dificuldade (e consequente encarecimento) de obter madeira de Cipreste, contribuiu para esta difusão das flamencas "Negras". Estas são as principais diferenças do ponto de vista da construção e o porquê de, uma vez atingido um certo nível a tocar flamenco, o tipo de guitarra utilizado poder representar uma limitação para continuar a progredir. Inversamente: alguém que pretenda tocar uma flamenca sem ter a técnica adequada terá inevitavelmente problemas de trastejo. Tanto o som como o toque são distintos.










